"Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quere passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu."
Fernando Pessoa
Meu negócio é a música, rítimo, harmonia, literatura, poesia, prosa, letras, direito, sociologia, filosofia, geopolítica, política, psicodelia, música progressiva, jazz, fusion, erudito, clacissismo, civilidade, respeito, kardecismo, cetisismo, contradição... Em suma, um ser humano tão normal e imprestável como qualquer outro.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
sábado, 12 de setembro de 2009
H
Os ombros suportam o mundo
Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se, mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios provam apenas que a vida prossegue e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.
Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se, mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios provam apenas que a vida prossegue e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Ao MESTRE com carinho
"... 'Recentemente umas duas vezes no Bubba's Book Club falei da noção de que "ser bom" significa muitas das vezes "se comportar melhor do que nos comportamos'. Agora ocorre-me que ser bom também pode se referir acerca de comportar-se melhor do que achamos que podemos.
Muito importante essa noção. .
..... Dentro de um minuto após o nascimento da Olivia, eu estava tocando-a e segurando-a enquanto os médicos drenavam suas vias respiratórias, secavam sua pele e a cobriam. Então carreguei o pequeno embrulho para apresentar à sua mãe.
Alguns minutos mais tarde acompanhei Olivia em sua primeira viagem, passando por um longo corredor até o berçário, onde ela foi pesada (três quilos e cinquenta e duas gramas) e examinada pelo pediatra.
Enquanto ela estava ali, no berço de plástico transparente, tentei acalmá-la (a pesagem nua havia ferido sua sensibilidade delicada, e mesmo assim sorri por ouvir seu forte choro de protesto).
Levei meu dedo até sua mão e senti seus minúsculos dedos se fechando com força em torno dele.Sussurrei, 'Aguente firme bebê, aguente firme.'
Eu estava falando com ela e para mim mesmo."
E nasceu a filha do MESTRE Neil Peart! Após tantas tragédias em sua vida pessoal, ele teve a chance de recomeçar, e isso é fantástico (quem é fã sabe o porque de toda a comoção).
E, apenas a título de adendo, puta que pariu, o cara escreve DEMAIS.
Enfim! Parabéns ao mestre!
Crazy Diamond.
Muito importante essa noção. .
..... Dentro de um minuto após o nascimento da Olivia, eu estava tocando-a e segurando-a enquanto os médicos drenavam suas vias respiratórias, secavam sua pele e a cobriam. Então carreguei o pequeno embrulho para apresentar à sua mãe.
Alguns minutos mais tarde acompanhei Olivia em sua primeira viagem, passando por um longo corredor até o berçário, onde ela foi pesada (três quilos e cinquenta e duas gramas) e examinada pelo pediatra.
Enquanto ela estava ali, no berço de plástico transparente, tentei acalmá-la (a pesagem nua havia ferido sua sensibilidade delicada, e mesmo assim sorri por ouvir seu forte choro de protesto).
Levei meu dedo até sua mão e senti seus minúsculos dedos se fechando com força em torno dele.Sussurrei, 'Aguente firme bebê, aguente firme.'
Eu estava falando com ela e para mim mesmo."
E nasceu a filha do MESTRE Neil Peart! Após tantas tragédias em sua vida pessoal, ele teve a chance de recomeçar, e isso é fantástico (quem é fã sabe o porque de toda a comoção).
E, apenas a título de adendo, puta que pariu, o cara escreve DEMAIS.
Enfim! Parabéns ao mestre!
Crazy Diamond.
sábado, 5 de setembro de 2009
A Doce Canção
"Pus-me a cantar minha pena
com uma palavra tão doce,
de maneira tão serena,
que até Deus pensou que fosse
felicidade - e não pena.
Anjos de lira dourada
debruçaram-se da altura.
Não houve, no chão, criatura
de que eu não fosse invejada,
pela minha voz tão pura.
Acordei a quem dormia,
fiz suspirarem defuntos.
Um arco-íris de alegria
da minha boca se erguia
pondo o sonho e a vida juntos.
O mistério do meu canto,
Deus não soube, tu não viste.
Prodígio imenso do pranto:
- todos perdidos de encanto,
só eu morrendo de triste!
Por assim tão docemente
meu mal transformar em verso,
oxalá Deus não o ausente,
para trazer o Universo
de pólo a pólo contente!"
Por Cecília Meireles (L).
Nada contra os poetas romanticos do mal-do-século nem contra os simbolistas e até os parnasianos; mas em termos de poesia, os modernistas são realmente imbatíveis (vide Cecília Meireles, Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Moraes e afins).
Crazy Diamond.
com uma palavra tão doce,
de maneira tão serena,
que até Deus pensou que fosse
felicidade - e não pena.
Anjos de lira dourada
debruçaram-se da altura.
Não houve, no chão, criatura
de que eu não fosse invejada,
pela minha voz tão pura.
Acordei a quem dormia,
fiz suspirarem defuntos.
Um arco-íris de alegria
da minha boca se erguia
pondo o sonho e a vida juntos.
O mistério do meu canto,
Deus não soube, tu não viste.
Prodígio imenso do pranto:
- todos perdidos de encanto,
só eu morrendo de triste!
Por assim tão docemente
meu mal transformar em verso,
oxalá Deus não o ausente,
para trazer o Universo
de pólo a pólo contente!"
Por Cecília Meireles (L).
Nada contra os poetas romanticos do mal-do-século nem contra os simbolistas e até os parnasianos; mas em termos de poesia, os modernistas são realmente imbatíveis (vide Cecília Meireles, Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Moraes e afins).
Crazy Diamond.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Vigie seus pensamentos, porque eles se tornão palavras; Vigie suas palavras, porque elas se tornão seus atos; Vigie seus atos, porque eles se tornão seus hábitos; Vigie seus hábitos, porque eles se tornão seu caráter; Vigie seu caráter, porque ele SERÁ o seu destino e, o mesmo, decretará suas escolhas. E, acredite-me, a vida é feita delas.
Crazy Diamond.
Crazy Diamond.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
A trinca
O futuro não é um modelo de tamanho único. Você pode inventar o seu.
O futuro ainda não existe, portanto pode ser criado.
O futuro não pode ser previsto, mas tendências podem ser identificadas.
...
E após decidir mudar o meu, hoje confesso, foi a melhor escolha possível. Não poderia estar mais satisfeito no momento.
Crazy Diamond.
O futuro ainda não existe, portanto pode ser criado.
O futuro não pode ser previsto, mas tendências podem ser identificadas.
...
E após decidir mudar o meu, hoje confesso, foi a melhor escolha possível. Não poderia estar mais satisfeito no momento.
Crazy Diamond.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
nada para fazer.
Atualmente...
lendo Capitães da Areia (Jorge Amado), Vidas Secas (Graciliano Ramos) e O Príncipe (Nicolau Maquiavel)...
ouvindo muito Porcupine Tree, peguei a discografia, da era psicodelica ao rock mais pesado, puta que pariu, bom pra caralho... realmente o Steven Wilson tem idéias fora de série, e quando Gavin Harrison assumiu as baquetas formou-se um dos melhores times que já ví... ouvindo, fora PT, muito Toto, Jethro Tull e Chick Corea, também.
esperando as aulas voltarem, semana que vem, botar a cabeça pra funcionar novamente. Domingo, show, éissaê.
Blá blá blá.
Crazy Diamond.
lendo Capitães da Areia (Jorge Amado), Vidas Secas (Graciliano Ramos) e O Príncipe (Nicolau Maquiavel)...
ouvindo muito Porcupine Tree, peguei a discografia, da era psicodelica ao rock mais pesado, puta que pariu, bom pra caralho... realmente o Steven Wilson tem idéias fora de série, e quando Gavin Harrison assumiu as baquetas formou-se um dos melhores times que já ví... ouvindo, fora PT, muito Toto, Jethro Tull e Chick Corea, também.
esperando as aulas voltarem, semana que vem, botar a cabeça pra funcionar novamente. Domingo, show, éissaê.
Blá blá blá.
Crazy Diamond.
Assinar:
Postagens (Atom)