sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Don´t Hate Me

A light snow is falling on London
All sign of the living has gone
The train pulls into the stations
And no-one gets off and no-one gets on

Don't hate me
I'm not special like you
I'm tired and I'm so alone
Don't fight meI know you'll never care
Can I call you on the telephone, now and then?

One light burns in a window
It guides all the shadows below
Inside the ghost of a parting
And no-one is left, just the cigarette smoke

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Headspace

A ilusão criada... mais uma vez... se dissolve.
Será que isso é loucura? Talvez
Mas, se alegas que as dúvidas por já lhe corroeram,
A mim, as mesmas... já corroeram de vez.

Sem fazer esforço algum para não parecer linda,
Ela mandou sentar-me. Desmoronou-me.
Parecia um anjo, de beleza incomparável, postura decidida
O anjo que és; O anjo de minha vida.


Mas que me levou a morte.


Adeus, meus sonhos.
E eu pranteio e corro.
Corro de mim mesmo.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Café filosofal

Fato é, nesta vida, tudo tem um preço, seja ele qual for.
E qual a explicação mais plausível para nossos vícios? Não vícios externos, mais no jeito de ser, na essência mesmo.

Aparentemente... eu vivo para agradar as pessoas, sempre, muitas vezes inclusive, deixando minha identidade, minha essência, de lado.

Talvez os psicólogos tentem nos explicar, através da visão biopsicosocial humana, ou atvés do Behaviorismo clássico ou radical, talvez pela psicanálise... enfim.

Mas tento mudar, muitas conquistas, muitas coisas boas... e o medo nunca vai embora. E o COMPORTAMENTO (behaviour), nunca vai embora, também.

Será que é possível... mudar quem somos?

Excluíndo, por um momento, a visão / questão biológica, psicológica, social, religiosa, espiritual e afins... quem somos em essência? De onde vem tudo isso?

Parafrasendo um comercial inteligente, do canal FUTURA, "não são as respostas que movem o mundo... mas sim as perguntas."

Já pensaram a respeito?


Crazy Diamond.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Mar português

"Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!

Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.

Quem quere passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu."



Fernando Pessoa

sábado, 12 de setembro de 2009

H

Os ombros suportam o mundo
Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se, mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios provam apenas que a vida prossegue e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo prefeririam (os delicados) morrer.

Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Ao MESTRE com carinho

"... 'Recentemente umas duas vezes no Bubba's Book Club falei da noção de que "ser bom" significa muitas das vezes "se comportar melhor do que nos comportamos'. Agora ocorre-me que ser bom também pode se referir acerca de comportar-se melhor do que achamos que podemos.

Muito importante essa noção. .

..... Dentro de um minuto após o nascimento da Olivia, eu estava tocando-a e segurando-a enquanto os médicos drenavam suas vias respiratórias, secavam sua pele e a cobriam. Então carreguei o pequeno embrulho para apresentar à sua mãe.

Alguns minutos mais tarde acompanhei Olivia em sua primeira viagem, passando por um longo corredor até o berçário, onde ela foi pesada (três quilos e cinquenta e duas gramas) e examinada pelo pediatra.

Enquanto ela estava ali, no berço de plástico transparente, tentei acalmá-la (a pesagem nua havia ferido sua sensibilidade delicada, e mesmo assim sorri por ouvir seu forte choro de protesto).

Levei meu dedo até sua mão e senti seus minúsculos dedos se fechando com força em torno dele.Sussurrei, 'Aguente firme bebê, aguente firme.'

Eu estava falando com ela e para mim mesmo."


E nasceu a filha do MESTRE Neil Peart! Após tantas tragédias em sua vida pessoal, ele teve a chance de recomeçar, e isso é fantástico (quem é fã sabe o porque de toda a comoção).

E, apenas a título de adendo, puta que pariu, o cara escreve DEMAIS.

Enfim! Parabéns ao mestre!



Crazy Diamond.

sábado, 5 de setembro de 2009

A Doce Canção

"Pus-me a cantar minha pena
com uma palavra tão doce,
de maneira tão serena,
que até Deus pensou que fosse
felicidade - e não pena.

Anjos de lira dourada
debruçaram-se da altura.
Não houve, no chão, criatura
de que eu não fosse invejada,
pela minha voz tão pura.

Acordei a quem dormia,
fiz suspirarem defuntos.
Um arco-íris de alegria
da minha boca se erguia
pondo o sonho e a vida juntos.

O mistério do meu canto,
Deus não soube, tu não viste.
Prodígio imenso do pranto:
- todos perdidos de encanto,
só eu morrendo de triste!

Por assim tão docemente
meu mal transformar em verso,
oxalá Deus não o ausente,
para trazer o Universo
de pólo a pólo contente!"



Por Cecília Meireles (L).



Nada contra os poetas romanticos do mal-do-século nem contra os simbolistas e até os parnasianos; mas em termos de poesia, os modernistas são realmente imbatíveis (vide Cecília Meireles, Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Moraes e afins).


Crazy Diamond.